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Resumo em 10 segundos

O dado do Unicef é assustador — e mostra que segurança online precisa sair do discurso e virar proteção real. 📱

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Uma em cada 5 crianças e adolescentes já sofreu alguma forma de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia. E menos de 1% dos casos chega às autoridades. É um dado pesado — e impossível de ignorar. 📱🧵

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A pesquisa do Unicef com a Interpol ouviu jovens de 12 a 17 anos em 21 países. Quase 60% das situações ocorreram em redes sociais e apps de mensagem. A internet conecta muita gente, mas as plataformas também precisam proteger quem é mais vulnerável.

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Os números ajudam a entender como isso aparece no dia a dia: 14% receberam imagens sexuais sem pedir; 9% receberam pedidos por fotos ou vídeos íntimos; e 5% relataram oferta de dinheiro ou presentes em troca desse material.

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Jogos online também entram no alerta: 14% dos casos aconteceram nesses espaços. Não é motivo para demonizar games ou redes sociais, mas para cobrar ferramentas de segurança, moderação eficiente e canais de denúncia que funcionem de verdade.

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O silêncio é outra parte cruel do problema: 34% das vítimas não contaram a ninguém. Entre quem falou, 24% procuraram um amigo e só 12% falaram com a mãe. Criar um ambiente sem julgamento pode ser a diferença entre pedir ajuda ou se calar.

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O Brasil avançou com o ECA Digital, mas lei sozinha não resolve tudo. Escola, família, poder público e empresas de tecnologia precisam investir em prevenção, educação digital e resposta rápida — sem jogar toda a responsabilidade nos jovens.

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Se algo assim acontecer, guardar provas, bloquear o agressor e buscar ajuda é importante. Denunciar não é exagero: exploração sexual online é crime. A tecnologia deveria ampliar acesso, expressão e aprendizado — nunca virar ferramenta para violência.

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