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A abolição legal não eliminou a exploração. Um século depois da Convenção sobre Escravatura, o mundo encara formas persistentes — e muitas vezes invisíveis — de coerção. 🌍

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Um século após a Convenção sobre Escravatura, milhões de pessoas ainda aguardam liberdade real. 🌍🧵 A abolição formal da escravidão não encerrou suas estruturas: elas mudaram de nome, método e, muitas vezes, ficaram escondidas nas cadeias produtivas globais.

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A escravidão legal baseada na propriedade de pessoas foi abolida ao longo do século XIX. Mas a herança desse sistema continuou em desigualdades raciais, concentração de riqueza, violência e relações de trabalho marcadas pela vulnerabilidade extrema.

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Hoje, o problema aparece em formas como trabalho forçado, servidão por dívida, tráfico de pessoas, exploração sexual e recrutamento fraudulento. Não são “desvios” isolados: prosperam onde há pobreza, migração sem proteção e fiscalização fraca.

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Há uma contradição difícil de ignorar: economias globalizadas exigem produtos baratos e entregas rápidas, mas raramente tornam visível quem trabalha no início da cadeia. Quando o custo é empurrado para quem tem menos poder, a exploração encontra espaço.

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Combater isso vai além de campanhas de conscientização. Exige inspeção trabalhista estruturada, acesso à Justiça, proteção a migrantes, responsabilização de empresas e transparência sobre fornecedores — sem transferir toda a culpa para consumidores individuais.

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O centenário da Convenção sobre Escravatura não deveria ser apenas uma efeméride diplomática. É um teste de coerência: liberdade não existe plenamente se depende do passaporte, da cor da pele, da dívida ou da capacidade de alguém recusar um trabalho abusivo.

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