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Resumo em 10 segundos

🌍 De guerras e pandemias à crise climática e IA: quase 100 ex-chefes de Estado defendem que nenhum país resolve sozinho os desafios do século.

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🌍 Quase 100 ex-chefes de Estado e de governo, de todos os continentes, lançaram um apelo: líderes atuais precisam reconstruir a cooperação internacional. A ideia é simples — e difícil de executar: problemas globais exigem respostas conjuntas. 🧵

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O grupo cita uma lista que atravessa fronteiras: conflitos, crise climática, pandemias, desigualdade, migrações e inteligência artificial. Nenhum desses temas respeita mapas — por isso, medidas isoladas tendem a ter alcance limitado.

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A proposta não é eliminar a soberania dos países. É reconhecer a interdependência: cada governo mantém suas escolhas, mas precisa coordenar regras e recursos quando decisões nacionais afetam pessoas além de suas fronteiras.

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Segundo pesquisa da Focaldata em 34 países, 57% das pessoas apoiam cooperação para enfrentar desafios globais, mesmo que isso envolva ceder em alguns interesses nacionais. Em todos os países pesquisados, houve maioria favorável a princípios comuns.

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Quais princípios? O comunicado defende dignidade humana, Estado de Direito e respeito mútuo. Na prática, isso significa cooperação que gere resultados concretos: saúde acessível, proteção contra desastres climáticos, paz e oportunidades econômicas.

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O ponto central é evitar que a cooperação vire apenas declaração de cúpula. Para funcionar, ela precisa de metas, financiamento transparente, participação de países mais vulneráveis e regras que não concentrem decisões nas nações mais ricas.

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Rajiv J. Shah, da Rockefeller Foundation, resume o recado: mesmo em um ambiente de pessimismo e nacionalismo crescente, as pessoas ainda querem soluções compartilhadas. O desafio é transformar esse apoio público em instituições capazes de entregar resultados.

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A grande lição: fronteiras organizam governos, mas não contêm vírus, emissões de carbono ou os impactos da IA. Renovar a cooperação não é idealismo abstrato — é decidir se os riscos globais serão enfrentados com coordenação ou improviso.

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