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Resumo em 10 segundos

Um estudo do ESO traça uma linha crucial para proteger o céu noturno sem abrir mão da conectividade global. 🌌🛰️

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Até 100 mil satélites em órbita poderiam ser um impacto “suportável” para a astronomia, aponta estudo do ESO. Mas, com 300 mil, telescópios podem perder grande parte dos dados. O futuro do céu depende das decisões de agora. 🌌🛰️🧵

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Hoje há cerca de 15 mil satélites em órbita, mas já existem propostas para lançar mais de 1,7 milhão. A expansão é puxada por constelações de internet via satélite, como Starlink, da SpaceX, e Leo, da Amazon.

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O problema são os rastros brilhantes: quando um satélite cruza o campo de visão de um telescópio, deixa uma linha de luz na imagem. Um rastro isolado é contornável; milhares deles podem encobrir observações preciosas do Universo.

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As simulações foram feitas para o Observatório de Paranal, no deserto do Atacama, onde fica o Very Large Telescope do ESO. Logo após o pôr do Sol, milhares de satélites iluminados podem aparecer sobre um dos céus mais valiosos do planeta.

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A boa notícia: não é uma escolha entre conectividade e ciência. Internet via satélite pode ampliar o acesso em áreas remotas, enquanto satélites menos brilhantes, órbitas planejadas e limites coordenados podem reduzir danos à pesquisa.

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Para o astrônomo Olivier Hainaut, número e brilho importam. Com 100 mil satélites, o efeito seria administrável; com 300 mil, alguns telescópios poderiam ficar sem a maior parte de seus dados. Medir esse limite é um passo enorme.

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O alerta é também uma oportunidade: regras internacionais, transparência nos lançamentos e diálogo entre empresas, cientistas e governos podem preservar o céu para todos. O Cosmos é um laboratório compartilhado — e ainda há tempo para protegê-lo. ✨

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