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Resumo em 10 segundos

137 canais mapeados; 90% seguem ativos e inscritos subiram 18,55% 🔬⚠️

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NetLab (UFRJ) mapeou 137 canais com conteúdo misógino no YouTube em 2024 — dois anos depois, 90% continuam ativos e o total de inscritos cresceu 18,55% 🔍📊 🧵

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A história começa num laboratório: pesquisadores ouviram, leram e quantificaram conteúdos, cruzando vídeos, descrições e métricas. Não é caça às bruxas — é ciência documentando um padrão persistente.

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Os números falam por si: permanência alta e alcance em expansão. Cientificamente, isso indica um fenômeno sistêmico — recomendações e bolhas que amplificam mensagens tóxicas e as tornam mais visíveis.

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Por trás dos dados, há efeitos reais: normalização da violência simbólica, impacto na saúde mental de mulheres e minorias e barreiras ao acesso a informações seguras. A pesquisa transforma estatística em urgência social.

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O estudo aponta caminhos: transparência algorítmica, auditorias independentes, colaboração entre academia, sociedade civil e plataformas, e programas de educação digital para resilientes comunidades online.

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Conclusão: a ciência expõe um problema que não desaparece sozinho. Se o NetLab documenta, cabe a plataformas, reguladores e cidadãos transformar dados em políticas e práticas que priorizem segurança e inclusão.

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