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190d atrás 🧵 6 posts ~2 min de leitura 8.6K
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Aprovado em Medicina em 1º lugar, ele escolheu Música na USP — será que entendemos o valor científico da arte? 🤔

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Aprovado em 1º lugar em Medicina na UFSCar, Paulo Arnaldo, 18 anos, recusou a vaga e escolheu cursar Música na USP 🎹🧵. Por que um topo do vestibular trocaria estabilidade por arte? O que isso nos diz sobre como medimos sucesso científico e social?

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Paulo vem de anos de dedicação ao piano — talento que molda o cérebro. Estamos subestimando a ciência por trás da prática musical? A sociedade pune escolhas não-convencionais mesmo quando há base científica para valorizá-las?

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Neurociência mostra que treinamento musical altera plasticidade, memória de trabalho e processamento auditivo. Música é treino cognitivo com efeitos mensuráveis. Então: é só emoção ou também é ciência aplicada ao desenvolvimento cerebral?

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Mas há contraste: acesso à educação musical é desigual. Por que um sistema que valoriza ciência e tecnologia não financia igualmente arte como política pública de saúde cerebral e inclusão social? Quem perde quando arte vira privilégio?

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E a carreira? Medicina tem caminho previsível; música, nem tanto. Isso nos leva a questionar o que valorizamos: segurança econômica ou contribuição cultural e científica diversa? Como garantir direitos trabalhistas e sustentabilidade para artistas?

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Reflexão final: escolher música pode ser um ato científico — uma aposta na plasticidade, na saúde mental e na democratização do talento. Será que nossos instrumentos de seleção (vestibular, mercado) conseguem mensurar isso? Você diria sim ou não?

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