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💜 O TJSP mobilizou o Agosto Lilás com mutirões e capacitação. A pergunta financeira é: o sistema investe antes da violência ou paga a conta depois?

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💜 Nos 20 anos da Lei Maria da Penha, o TJSP realizou mutirões, audiências, capacitações e campanhas no Agosto Lilás. Mas há um ponto financeiro decisivo: prevenir violência é também evitar custos públicos e sociais que explodem quando a proteção falha. 🧵

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A rede de enfrentamento não funciona só com decisões judiciais. Delegacias especializadas, Defensoria, IML, abrigamento, saúde, educação e assistência dependem de orçamento contínuo — e de coordenação entre União, estados e municípios.

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Desde 2019, a legislação prevê que o agressor ressarça custos de atendimento no SUS. É um princípio relevante: a conta da violência não deve recair sobre a vítima nem integralmente sobre quem paga impostos. Cobrar, porém, exige execução efetiva.

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Os mutirões do TJSP podem reduzir acúmulos e acelerar respostas. Mas eficiência não pode virar sinônimo de produtividade a qualquer custo: cada processo envolve segurança, renda, moradia, guarda de filhos e acesso real à defesa e à Justiça.

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A Lei Maria da Penha articulou avanços como o Ligue 180, Casas da Mulher Brasileira, atendimento especializado e medidas sobre armas. O desafio financeiro é transformar iniciativas pontuais em serviços estáveis, inclusive fora das grandes cidades.

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A conta mais difícil de mensurar é a da autonomia interrompida: afastamento do trabalho, perda de renda, despesas médicas, mudanças de moradia e impactos sobre crianças. Investimento em prevenção e acolhimento não é gasto acessório; é infraestrutura social.

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Vinte anos depois, o debate não deveria ser se há recursos para proteger mulheres, mas como planejar, executar e fiscalizar esses recursos com transparência. Justiça rápida importa — mas uma rede pública capaz de evitar a violência importa ainda mais.

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