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A ofensiva chinesa no Salão do Automóvel de Paris não é só sobre estandes: ela expõe uma disputa por preço, tecnologia e empregos na transição elétrica. 🚗⚡

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🚗⚡ Os carros chineses viraram protagonistas no Salão do Automóvel de Paris: foram 20 marcas no evento, o dobro da edição de 2024. BYD e Chery ganharam companhia de estreantes como Aito e Avatr — e a indústria europeia sentiu a pressão. 🧵

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O motivo é simples: a Europa se tornou um mercado estratégico. As marcas chinesas perderam espaço na China para rivais locais? Não: elas cresceram por lá. Mas encontram os EUA praticamente fechados por barreiras comerciais, então aceleram a expansão europeia.

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Os números ajudam a entender a preocupação: no 2º trimestre, fabricantes chineses chegaram a 10,7% do mercado europeu, ante 5,7% um ano antes, segundo a Schmidt Automotive Research. É uma fatia que já supera a das marcas japonesas na região.

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Não é apenas uma corrida por carros 100% elétricos. Com tarifas europeias focadas em elétricos puros, empresas chinesas reforçaram híbridos plug-in, os PHEVs: veículos que combinam motor a combustão, bateria recarregável e propulsão elétrica.

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A estratégia funcionou: a participação chinesa no mercado de PHEVs da Europa Ocidental saltou de 2,2% para mais de 26% em dois anos. Preço competitivo, oferta ampla e velocidade de desenvolvimento explicam boa parte desse avanço.

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Para as europeias, o desafio é duplo: investir na eletrificação custa caro enquanto a concorrência aperta margens. Volkswagen e BMW já discutem cortes e fábricas sob pressão. Proteger empregos importa, mas a resposta duradoura também passa por inovação, cadeia local forte e carros elétricos mais acessíveis.

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A UE avalia regras de conteúdo local, o “Made in Europe”, e há pedidos por tarifas também sobre híbridos chineses. Ao mesmo tempo, algumas rivais negociam tecnologia e uso de fábricas. A lição de Paris: a transição automotiva não será vencida só com barreiras — será vencida com bons produtos, escala e acesso para mais gente.

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