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Resumo em 10 segundos

O 11 de Setembro redefiniu a política global. Mas duas décadas e meia depois, os números mostram o custo enorme — e os limites — da “guerra ao terror”. 🌍

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Há 25 anos, os atentados de 11 de Setembro mataram quase 3 mil pessoas e mudaram a política mundial para sempre. O combate ao terrorismo virou prioridade absoluta — mas o saldo dessa era é bem mais complexo. 🌍🧵

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A resposta foi a chamada “Guerra Global ao Terror”, liderada pelos EUA. Ela mobilizou aliados, invadiu países, ampliou operações militares e colocou segurança antiterrorista no centro das relações internacionais.

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O custo foi gigantesco: só os EUA gastaram mais de US$ 8 trilhões nessa guerra. Quase 1 milhão de pessoas morreram diretamente nos conflitos, e cerca de 38 milhões tiveram de deixar suas casas.

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E não foi só uma questão de dinheiro ou estratégia. A luta antiterrorismo também abriu espaço para tortura, detenções sem julgamento, vigilância em massa e medidas de exceção que afetaram direitos básicos em vários países.

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Hoje, a ameaça não desapareceu. O Talibã voltou ao poder no Afeganistão; grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico seguem ativos; e o Sahel, na África, virou um dos principais epicentros da violência jihadista.

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O ponto incômodo é este: houve vitórias táticas, como a derrota territorial do “califado” do Estado Islâmico. Mas, estrategicamente, há mais grupos e militantes do que 25 anos atrás em várias regiões.

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Mísseis podem desarticular células, mas não eliminam ideias sozinhos. Prevenção de longo prazo passa por instituições confiáveis, educação, oportunidades, proteção de direitos e políticas públicas que não abandonem populações vulneráveis.

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A lição dos últimos 25 anos talvez seja simples, embora difícil: segurança duradoura não nasce apenas da força. Ela depende de justiça, inclusão e respostas que protejam pessoas sem normalizar abusos em nome do medo.

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