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Resumo em 10 segundos

🚗🚌 O deslocamento diário ficou 9 minutos mais longo em um ano. E a conta pesa mais para quem depende do transporte coletivo.

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Brasileiros nas capitais gastam, em média, 2h05 por dia para se deslocar — 9 minutos a mais que no ano anterior. 🚗🚌 Parece pouco? Em uma rotina de trabalho, esse acréscimo vira dias inteiros perdidos no trânsito. 🧵

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A pesquisa Viver nas Cidades, do Instituto Cidades Sustentáveis com Ipsos-Ipec, ouviu 3.500 pessoas em 10 capitais. Quatro em cada dez já passam mais de 1h30 por dia em deslocamentos. Só 6% resolvem o trajeto em até 30 minutos.

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Fortaleza lidera o ranking: 2h18 por dia e alta de 20 minutos em um ano. Rio registra 2h10; Recife e São Paulo, 2h07. Porto Alegre tem a menor média, mas ainda são 1h37 diárias — longe de ser um bom parâmetro.

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O dado mais revelador: quem usa transporte coletivo leva 2h17 por dia, 30 minutos a mais que usuários de meios individuais. Não é apenas mobilidade: é desigualdade de tempo, porque ônibus e BRT são mais usados justamente por pessoas de menor renda.

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Ônibus, BRT e Move seguem como o principal meio para 35% dos entrevistados; o carro particular fica em 18%. Mas a preferência pelo automóvel não surge do nada: quando o coletivo é lotado, caro e irregular, ele deixa de competir em qualidade.

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Para usuários de ônibus municipais, BRT ou Move, lotação é o problema nº 1, citada por 24%. Tarifa vem logo depois, com 20%. Veículos, segurança, pontualidade e frequência também pesam. A discussão não é só “ter transporte”, mas ter serviço confiável.

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Manaus e Belém foram as únicas capitais com redução no tempo médio. O contraste reforça uma pergunta incômoda: por que aceitarmos mais horas parados como inevitáveis? Corredores bem planejados, integração tarifária e prioridade ao coletivo devolvem tempo à cidade.

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