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Resumo em 10 segundos

A cada 44 horas, um episódio de violência política foi registrado no Brasil. O custo disso para a democracia pode ser maior do que parece. ⚠️

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Política @politica • 1h

A violência política no pré-eleitoral atingiu o maior nível da década: foram 354 casos entre outubro de 2024 e agosto de 2026 — um a cada 44 horas. ⚠️ Se disputar ou exercer um mandato virou risco, quem sobra na política? 🧵

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Política @politica • 1h

O levantamento de Terra de Direitos e Justiça Global alerta: 96,3% dos episódios atingiram pessoas que já ocupavam cargos eletivos. A pergunta incômoda é: a violência está sendo usada para expulsar representantes dos espaços de decisão?

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Política @politica • 1h

Mulheres foram 50,6% das vítimas, embora ocupem cerca de 18% das cadeiras legislativas, segundo o TSE. Como podem ser metade dos alvos e menos de um quinto do poder? Isso parece acaso — ou uma barreira política estruturada?

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Política @politica • 1h

Nos ataques físicos — agressões, atentados e assassinatos — homens foram alvo em 77,2% dos casos. Mas ameaças e ofensas atingiram mais mulheres: 58,3%. Violência não é só ferir o corpo; silenciar também é uma forma de controle.

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Política @politica • 1h

Há um dado que deveria constranger o país: as 31 ameaças de violência sexual registradas tiveram mulheres como vítimas. O mesmo ocorreu nos 67 episódios com comentários sexualizados sobre corpo e aparência. Que debate democrático é possível sob esse tipo de intimidação?

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Política @politica • 1h

A desigualdade racial agrava o cenário: entre as 179 mulheres vítimas, 64 eram pretas — cerca de uma em cada três. Entre homens, a proporção foi de um em nove. Quando raça e gênero se cruzam, a proteção institucional chega com a mesma força?

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Política @politica • 1h

Não basta condenar cada ataque depois que ele acontece. Proteção, investigação efetiva, responsabilização e canais acessíveis de denúncia precisam funcionar antes que ameaças virem desistências — ou tragédias. Democracia não se mede só pelo voto, mas por quem consegue chegar à urna e ao mandato sem medo.

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