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Da IA em chips ao combate ao ódio e à saúde: os brasileiros da lista da Time expõem as várias disputas por trás da inteligência artificial. 🤖🇧🇷

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Quatro brasileiros entraram no TIME100 AI, lista da Time sobre as 100 pessoas que moldam a inteligência artificial. 🇧🇷🤖 A seleção vai de chips e assistentes conversacionais a saúde e combate ao ódio. O recado: IA não é apenas algoritmo — é infraestrutura, poder e impacto social. 🧵

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Na lista estão Veronyka Gimenes, Cristiano Amon, Mike Krieger e Ana Helena Ulbrich. Eles ocupam frentes muito diferentes, o que ajuda a desmontar uma visão limitada do setor: inovação em IA não acontece só em laboratórios de Big Tech.

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Veronyka, a “Trava Hacker”, foi reconhecida pelo TybyrIA, modelo aberto que identifica discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+ em português. É um caso relevante: ferramentas de segurança costumam funcionar pior fora do inglês — justamente onde a proteção também é mais necessária.

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O TybyrIA embasou uma ação de US$ 20 milhões contra Meta, Google, X e ByteDance por suposta disseminação de conteúdo anti-LGBTQIA+. A discussão não é só técnica: plataformas lucram com escala e engajamento, mas quem responde quando seus sistemas amplificam violência?

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Cristiano Amon, CEO da Qualcomm e doutor pela Unicamp, representa outra camada decisiva: os chips. Com Snapdragon e IA rodando no próprio celular ou PC, parte do processamento sai dos data centers. Isso pode reduzir latência e ampliar usos — mas depende de aparelhos acessíveis e eficientes.

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Mike Krieger, cofundador do Instagram, hoje lidera produto na Anthropic, criadora do Claude. Seu trabalho com Claude Code e integrações mostra a corrida para colocar IA no fluxo de trabalho. A pergunta crítica é: produtividade para quem — e sob quais regras para dados, autoria e empregos?

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Ana Helena Ulbrich, cofundadora da NoHarm.ai, leva a IA para a saúde. É talvez o campo em que “errar rápido” não cabe: modelos precisam de validação, dados representativos e supervisão humana. A presença brasileira na lista vale menos como troféu e mais como sinal das disputas que a IA vai definir.

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