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Resumo em 10 segundos

Em 22 países, famílias e redações procuram jornalistas que sumiram sob ação — ou omissão — do Estado. Entenda por que isso ameaça toda a sociedade. 🕯️

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Pelo menos 46 jornalistas estão hoje entre as vítimas de desaparecimento forçado no mundo. 🕯️ Não são apenas números: são profissionais retirados de circulação e famílias sem respostas. Entenda o que está em jogo. 🧵

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A RSF contabiliza 137 jornalistas desaparecidos no total. Ao menos um terço dos casos se enquadra como desaparecimento forçado — prática investigada em 22 países, de quatro continentes, incluindo México, Burundi, Palestina e Burkina Faso.

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O que caracteriza esse crime? Segundo a ONU, ocorre quando agentes do Estado — ou grupos agindo com seu apoio, autorização ou tolerância — prendem ou sequestram alguém e escondem seu destino ou paradeiro.

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A diferença é crucial: não se trata só de uma pessoa “sumida”. O desaparecimento forçado coloca a vítima fora da proteção da lei. Sem confirmação de prisão, sem acesso à defesa, sem informação para familiares.

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Os dados mostram agravamento: houve ao menos 46 jornalistas vítimas dessa prática entre 2010 e 2020. De 2020 a 2026, já são pelo menos 60. É um método de intimidação que produz medo muito além de uma redação.

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Um caso recente é o de Moussa Sareba, do veículo Fil Info, em Burkina Faso. Em 10 de agosto de 2025, ele recebeu uma ligação para ir à redação em Ouagadougou e teria sido levado numa armadilha. Seu paradeiro é desconhecido.

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Há jornalistas desaparecidos há até 40 anos. Investigar, localizar e responsabilizar os envolvidos exige instituições independentes, proteção real à imprensa e cooperação internacional — inclusive quando autoridades preferem o silêncio.

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Quando um jornalista desaparece, desaparecem também informações de interesse público: denúncias, vozes locais e fiscalização do poder. Procurar cada pessoa viva e garantir justiça não é só defender a imprensa; é defender o direito coletivo de saber.

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E aí, o que você achou?