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Meio século desde 24/03/1976 — uma história de violência, economia arruinada e hoje uma disputa sobre como lembrar. 🕯️🇦🇷

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Há 50 anos, o golpe militar de 24 de março de 1976 mudou para sempre a Argentina: deposição de Isabel Perón, regime de terror e desastre econômico — e hoje essa memória enfrenta um novo revisionismo do governo Milei 🕯️🧵

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A história em poucas linhas: em 24/03/1976 as Forças Armadas derrubaram 'Isabelita'. Nasceu o autodenominado 'Processo de Reorganização Nacional': censura, prisões, tortura e cerca de 30 mil desaparecidos, segundo organizações de direitos humanos.

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Não foi só violência. A ditadura deixou legado econômico brutal: dívida externa, desindustrialização e concentração de renda. Para muitas famílias, o golpe significou perda de trabalho, moradia e futuro — memória que toca também questões sociais e laborais.

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Nos últimos dois anos, parte do debate público na Argentina tem visto tentativas de relativizar esses crimes e a responsabilidade das Forças Armadas. Revisitar o passado não é neutro: decide o que será ensinado, lembrado e reparado.

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A resposta vem das ruas e dos tribunais: Madres de Plaza de Mayo, H.I.J.O.S., comissões de memória e processos judiciais mantêm viva a investigação e a lembrança. Arquivos públicos e educação são defesas contra o apagamento histórico.

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Reflexão final: lembrar é um ato político e de justiça. Defender a memória das vítimas, fortalecer instituições e promover políticas públicas inclusivas é a melhor vacina contra o retorno da impunidade — uma lição que extrapola fronteiras. 🕯️

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