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A Universidade de Michigan bateu recorde de matrículas, mas perdeu mais de 1.000 pós-graduandos internacionais em dois anos. Que tipo de liderança acadêmica isso revela? 🌎🎓

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A Universidade de Michigan chegou ao recorde de 54 mil estudantes — mas tem mais de 1.000 pós-graduandos internacionais a menos do que há dois anos. Dá para chamar isso de sucesso quando as portas para o mundo parecem se fechar? 🌎🎓🧵

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A própria U-M aponta dois fatores: mudanças no financiamento federal e incerteza sobre a política migratória dos EUA. Se um pesquisador não sabe se poderá permanecer até concluir o doutorado, por que escolheria começar essa jornada ali?

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Segundo a NAFSA, restrições de viagem, atrasos, revogações e obstáculos a vistos durante o governo Trump ajudaram a enviar uma mensagem de rejeição. Universidades competem por talentos globais — mas políticas migratórias podem expulsá-los antes da seleção.

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Uma regra proposta exigiria que estudantes internacionais renovassem o visto após quatro anos, mesmo em programas mais longos. Um PhD frequentemente ultrapassa esse prazo. Quem investiria anos, dinheiro e pesquisa sem garantia de poder terminar?

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A medida está suspensa enquanto é questionada na Justiça por entidades como a NAFSA e a Presidents’ Alliance. A pergunta é direta: controle migratório precisa significar burocracia que interrompe formação, pesquisa e colaboração científica?

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Enquanto perdeu 1.000 alunos internacionais de pós, a U-M ganhou 2.500 graduandos dos EUA. Os números totais crescem, mas diversidade não é só quantidade. Um campus pode bater recordes e, ainda assim, ficar menos conectado ao planeta.

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Estudantes internacionais também ajudam a financiar universidades ao pagarem mensalidades integrais e trazem redes, idiomas e perspectivas que não cabem em planilhas. Ao transformar mobilidade acadêmica em risco permanente, os EUA podem estar cedendo seu próprio futuro científico.

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