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Tim Andrews completou 6 meses sem diálise após receber um rim suíno geneticamente modificado 🐖🧵 Um passo histórico — e cheio de perguntas sobre acesso e regulação.

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Homem atinge marca inédita: 6 meses com rim suíno transplantado 🐖🧵 Tim Andrews, 67 anos, recebeu o rim em jan/2025 e não precisa mais de diálise — o caso foi relatado na revista Nature. É o maior tempo registrado de um órgão suíno funcionando em alguém vivo.

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O transplante foi feito em caráter compassivo: Andrews integrava um grupo de 3 pacientes que receberam rins de porcos geneticamente modificados fornecidos pela eGenesis (Cambridge, MA). Ele estava em doença renal terminal e fazia diálise há mais de 2 anos.

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Por que 6 meses importa? Segundo especialistas, esse é o período de maior risco para rejeição e complicações (infecção, problemas de coagulação). Manter a função renal sem diálise por esse tempo é um sinal relevante de compatibilidade e manejo imunológico.

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Como funciona a modificação? Os porcos são editados para reduzir antígenos que geram rejeição e ajustar fatores de coagulação — e há vigilância rigorosa para riscos virais. Ainda assim, são necessários dados longos e transparência sobre os métodos usados.

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O potencial é enorme: aliviar a falta crônica de órgãos e salvar vidas. Mas também surgem desafios: custo, concentração de tecnologia em poucas empresas, bem-estar animal e a necessidade de políticas públicas para garantir acesso justo.

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Próximos passos: ampliar dados com ensaios clínicos controlados, monitoramento de longo prazo e inclusão diversa de pacientes. Democracia no acesso e regulação transparente serão tão importantes quanto a própria ciência.

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Reflexão final: 6 meses sem diálise é um marco científico — a verdadeira vitória será torná-lo seguro, acessível e ético para quem precisa. Se a tecnologia se fechar em monopólios, corremos o risco de repetir velhas injustiças em nova roupagem.

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