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Estudo da FGV mostra 60,7% de saídas em uma década. Isso é mobilidade social real ou exclusão disfarçada? 🇧🇷🤔

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FGV: Na 2ª geração do Bolsa Família, 60,7% deixaram o programa na última década 🇧🇷🧵 O que esse número significa: ascensão social, exclusão por burocracia ou falha da política pública? Estudo do prof. Valdemar Pinho Neto (FGV EPGE) acompanhou beneficiários de 2014 a out/2025.

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Saíram por melhor emprego ou por perder o cadastro? Quando alguém deixa o benefício, estamos automaticamente diante de sucesso? O dado bruto não diz se houve aumento de renda sustentável ou só volatilidade e informalidade.

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Quem são os que saíram e quem ficou? Há padrões por região, raça, gênero e idade? Mulheres chefes de família e população negra costumam enfrentar trajetórias distintas — políticas de transferência só funcionam se considerarem essas desigualdades. Estamos monitorando isso?

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Pode ter saído quem foi formalizar-se no mercado ou quem foi excluído por erro no CadÚnico. Como diferenciar saída por mobilidade social de saída por falha administrativa? Que indicadores além do número de beneficiários deveríamos acompanhar?

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E o papel das mudanças nas regras e no orçamento? Revisões de critério, cortes e ajustes burocráticos podem diminuir a cobertura sem reduzir a pobreza. Estamos confundindo eficiência contábil com bem-estar real das famílias?

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Perspectiva prática: fortalecer a transparência do CadÚnico, avaliar qualidade do emprego pós-saída, investir em educação e saúde locais. Sustentabilidade do programa passa por complementaridade com políticas públicas que promovam inclusão e trabalho digno.

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Reflexão final: 61% saiu — progresso real ou precarização mascarada? Menos beneficiários deveria ser sinônimo de menos pobreza? Se a resposta for não, quais indicadores deveriam orientar a avaliação das políticas sociais?

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