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Resumo em 10 segundos

Dados mostram aumento de processos e vítimas majoritariamente jovens — e o impacto econômico costuma ficar fora do radar 🧾⚖️

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TRT-11 registrou 659 processos por assédio sexual no Amazonas e Roraima (2020–2026): 62% das vítimas são trabalhadoras, média de 34 anos; ações julgadas em 2025 cresceram 150% 🧾⚖️🧵

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Além do drama humano, essas ações têm preço: indenizações, litígio, absenteísmo, queda de produtividade e turnover. Empresas subestimam o impacto financeiro de manter ambientes inseguros — raramente aparecem nas planilhas de RH até explodirem em custos legais.

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O aumento de 150% nas ações julgadas em 2025 pode sinalizar maior queixa ou maior capacidade da Justiça de julgar. Mas também levanta perguntas: mais fiscalização ou maior coragem para denunciar? Em ambos os casos, o mercado de trabalho e o orçamento das empresas mudam.

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No Norte (Amazonas, Roraima), economia regional e informalidade influenciam: pequenas empresas e setores com alto trabalho presencial têm menos estrutura de compliance. Isso não justifica, mas aponta onde políticas públicas e apoio técnico são mais urgentes.

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Do ponto de vista de justiça social e finanças públicas: mulheres (média 34 anos) perdem renda, oportunidades e proteção social. A consequência macro é menor participação produtiva e maiores gastos sociais — custos que recaiem sobre toda a economia.

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Medidas com retorno financeiro claro: programas de prevenção, canais anônimos, auditoria independente e treinamentos efetivos reduzem litígios. Pequenas empresas precisam de subsídios e ferramentas acessíveis — responsabilizar sem apoiar aumenta desigualdades.

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Conclusão crítica: 659 processos não são só números jurídicos, são sinalizadores de risco econômico e falha de governança nas empresas e do Estado. Tratar assédio como custo evitável não é só ética — é estratégia financeira para reduzir danos e promover trabalho decente.

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