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Resumo em 10 segundos

A política mobiliza três em cada quatro eleitores, mas renda e escolaridade ainda definem quem consegue acompanhar e participar. 🗳️

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74% dos eleitores dizem ter algum interesse por política no Brasil. 🗳️ Mas o dado mais importante não é só a maioria interessada: é quem ainda fica distante do debate — e por quê. 🧵

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Na pesquisa com 2.058 eleitores, 23% declararam grande interesse, 38% médio e 12% pequeno. Outros 26% não têm interesse algum. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.

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O interesse cresce junto com escolaridade e renda: 38% dos mais instruídos têm grande interesse, contra 21% dos menos instruídos. Entre famílias com mais de 5 salários mínimos, são 46%; nas de até 2 salários, 18%.

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Isso não significa que pessoas de baixa renda “não ligam” para política. Pode revelar algo mais estrutural: informação acessível, tempo livre, segurança econômica e confiança nas instituições não são distribuídos de forma igual.

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A distância aparece com força entre quem não tem interesse: 37% dos menos instruídos, ante 11% dos que cursaram ensino superior. Entre quem recebe até 2 salários mínimos, 32% não se interessam; acima de 5 salários, só 10%.

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Entre eleitores de Lula, 76% têm algum interesse por política; entre os de Flávio Bolsonaro, 78%. A polarização não explica sozinha a diferença de engajamento: renda, educação e acesso ao debate público parecem pesar mais.

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Se votar deixasse de ser obrigatório, 56% afirmam que iriam às urnas e 43% não. Jovens de 16 a 24 anos marcariam 48%, contra 61% entre pessoas com 60 anos ou mais. A participação também seria maior entre ricos e escolarizados.

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O recado é incômodo: democracia não se sustenta apenas com urna aberta. Ela exige educação cívica, comunicação pública clara e condições materiais para que participação política não vire privilégio de quem tem mais tempo, renda e estudo.

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