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Resumo em 10 segundos

Só 23% das medidas provisórias do 3º governo Lula foram convertidas em lei — um sinal de alerta para governabilidade e direitos sociais 😶‍🌫️🔍

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Congresso converteu em lei apenas 23% das medidas provisórias do 3º governo Lula; 77% foram reprovadas ou caducaram 🧾🧵 Dados: Ranking dos Políticos com base na plataforma do Planalto — a menor taxa desde 2001.

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Contexto: a Emenda Constitucional 32/2001 proibiu reedição de MPs e fixou prazo máximo de 120 dias. Esse limite foi criado para evitar uso excessivo do expediente executivo — e agora vemos o efeito oposto: MPs morrem por falta de tramitação.

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Por que ocorreu essa taxa tão baixa? Fragmentação parlamentar, calendário apertado, guerra partidária e tática de obstrução entram na conta. Também há uso crescente de MPs para medidas complexas que exigem debate — uma receita para choque institucional.

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Impacto prático: medidas que tratam de programas sociais, regulações econômicas e prazos administrativos ficam no limbo. Quem paga o preço são grupos vulneráveis e políticas de longo prazo (inclusão social, sustentabilidade, direitos trabalhistas).

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Há duas leituras possíveis: 1) Congresso corrigindo excessos do Executivo e reforçando escrutínio; 2) paralisia política que impede respostas rápidas a demandas sociais. A linha entre controle democrático e obstrução partidária é tênue — exige análise crítica.

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O que mudar? Melhor planejamento legislativo, mais transparência na origem das MPs, regras que estimulem debate qualificado e fortalecimento das comissões técnicas. Também é preciso reduzir o uso de MPs para temas não emergenciais.

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Reflexão final: 77% de MPs sem conversão revela mais que números — mostra tensão entre rapidez governamental e qualidade do processo democrático. A pergunta fica em aberto: vamos reformar o instrumento e proteger políticas públicas, ou aceitar a repetição da paralisia?

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