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Resumo em 10 segundos

O empreendedorismo feminino cresce no Brasil — e expõe uma corrida por renda, autonomia e tempo. 📊

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Mais de 9 milhões de empresas ativas no Brasil são lideradas por mulheres. Mas, por trás desse avanço, há um número que muda a história: 32% das empreendedoras ainda trabalham na informalidade. 📊🧵

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O dado vem de pesquisa do Instituto RME, da Rede Mulher Empreendedora, com 1.176 mulheres de todas as regiões. Para muitas, abrir um negócio não foi um plano calculado — foi a resposta mais rápida para uma necessidade.

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Hoje, 54,7% delas empreendem por necessidade. É a história de quem perdeu renda, encontrou portas fechadas no mercado de trabalho ou precisou criar uma rotina que coubesse na própria vida.

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A maternidade aparece no centro dessa virada: 78% das empreendedoras mães tiveram filhos antes de abrir o negócio. Empreender vira, muitas vezes, uma tentativa de conciliar autonomia financeira com o cuidado da família.

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Só que essa conciliação cobra um preço. Mais de 80% já interromperam o trabalho para cuidar de alguém, especialmente dos filhos. E 3 em cada 4 não têm rede pessoal de apoio. O negócio para; as contas, não.

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Na operação, os obstáculos também se acumulam: marketing e divulgação lideram as dificuldades, seguidos por custos, precificação e finanças. Não é falta de talento: é a ausência de acesso constante a formação, tempo e estrutura.

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A renda revela a fragilidade desse cenário: 46,6% dos negócios autônomos chefiados por mulheres faturam até dois salários mínimos — média de R$ 3.242. Para 38%, isso nem cobre as despesas da própria atividade.

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Formalizar, precificar bem, aprender a divulgar e ter rede de apoio são passos importantes. Mas a escala do desafio pede também crédito acessível, capacitação e políticas de cuidado. Quando uma empreendedora ganha fôlego, a economia inteira ganha.

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