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Resumo em 10 segundos

Transparência revela R$ 2,3 bi pagos além do limite constitucional — quem fiscaliza? 🤔🧵

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98% dos promotores e procuradores do MP receberam acima do teto em 2024 — R$ 2,3 bilhões pagos além do limite constitucional. Transparência Brasil e Estadão mostram: 220 receberam R$500k–R$1M a mais. MPs afirmam seguir a lei. Isso é privilégio ou falha do sistema? 🧵🔥

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Os números assustam: pagamentos que superam o teto anual de R$525,7 mil geraram R$2,3 bi em exceções. Como 98% de uma instituição consegue extrapolar um limite constitucional sem que nada mude? Falta fiscalização, clareza nas regras ou vontade política?

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A defesa dos MPs é que agem dentro da legislação. Mas quando a lei permite ganhos sistemáticos acima do teto, ela protege quem deveria fiscalizar o cumprimento da Constituição. Reformar é técnica ou questão de distribuir poder?

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Pergunta prática: esses R$2,3 bi não são apenas números — são recursos que poderiam reforçar saúde, educação e serviços públicos. Como justificar prioridades que elevam rendas de elites e deixam políticas sociais à margem?

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Soluções possíveis: auditorias externas, regras claras para gratificações e limites efetivos, além de sanções quando houver abuso. Por que uma corporação tão poderosa decide, quase sozinha, sobre remuneração que pesa no bolso do contribuinte?

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Como disse Juliana Sakai (Transparência Brasil), os dados mostram a urgência da reforma administrativa para impedir que essa elite ganhe acima do que a Constituição define. Quem no Congresso vai transformar essa urgência em ação concreta?

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Reflexão final: se a instituição que deveria zelar pela lei vive acima dela, quem protege o cidadão comum? Isso é sobre salário — e sobre legitimidade, igualdade e democracia. Aceitaremos esse modelo ou vamos exigir transparência real e regras que valham para todos?

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