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Resumo em 10 segundos

Simulações indicam que um planeta rochoso poderia manter uma órbita estável na zona habitável de 70 Ophiuchi. 🌍✨

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Um planeta parecido com a Terra poderia viver entre DOIS sóis a apenas 16 anos-luz daqui? 🌍☀️☀️🧵 Um novo estudo aponta que sim: o sistema binário 70 Ophiuchi tem espaço para órbitas estáveis na zona habitável.

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70 Ophiuchi AB reúne duas anãs K, estrelas menores e mais frias que o Sol, com cerca de 88% e 73% de sua massa. Elas brilham menos, mas podem durar até 70 bilhões de anos — um enorme intervalo para a evolução de mundos potencialmente habitáveis.

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A grande pergunta era: a segunda estrela destruiria a estabilidade de um planeta? A equipe combinou mais de um século de observações com milhares de simulações. Resultado: um planeta de massa terrestre pode orbitar a estrela principal sem ser ejetado.

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Isso não significa que já encontraram esse planeta. Ainda não. Mundos rochosos nessa distância estão abaixo da capacidade atual de detecção. Mas saber que a “pista orbital” é estável torna 70 Ophiuchi um alvo muito mais promissor para futuras observações.

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O estudo também eliminou uma antiga possibilidade: não há evidência de um gigante como Júpiter até cerca de 5 unidades astronômicas da estrela principal. A hipótese de exoplaneta levantada para o sistema em 1855, portanto, perde força.

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E isso é uma ótima notícia para a busca por mundos menores: gigantes gasosos próximos podem bagunçar órbitas e atrapalhar a formação de planetas rochosos. Sem eles no caminho, o cenário fica mais favorável a uma Terra distante.

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Nosso Sistema Solar, com uma única estrela, pode ser menos comum do que parece. Muitas estrelas nascem em pares — e 70 Ophiuchi mostra que ter um “segundo Sol” no céu não exclui oceanos, continentes ou condições amigáveis à vida. O Universo acaba de ganhar mais um endereço fascinante para investigar. ✨

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