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Resumo em 10 segundos

Um elevador desce até cavernas gigantes nos EUA, onde tecnologia da Unicamp vai ajudar a “enxergar” neutrinos — as partículas fantasma. 🔬🌌

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A 1,6 km abaixo da superfície, cavernas gigantes na Dakota do Sul serão usadas para investigar uma pergunta monumental: como o Universo evoluiu? 🌌🔬🧵 O Projeto DUNE vai caçar neutrinos com ajuda de tecnologia criada na Unicamp.

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Por que descer tanto? Na superfície, raios cósmicos geram um “ruído” constante nos detectores. A enorme camada de rocha funciona como um escudo natural, bloqueando boa parte dessa interferência e deixando sinais raríssimos mais visíveis.

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O alvo são os neutrinos: partículas subatômicas produzidas, por exemplo, no Sol e em explosões de estrelas. Eles quase não interagem com a matéria — bilhões atravessam nosso corpo a cada segundo sem que percebamos.

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Isso explica o apelido de “partículas fantasma”. Para detectá-las, o DUNE usará grandes tanques de argônio líquido. Quando um neutrino finalmente colide com um átomo, deixa minúsculos rastros de luz e eletricidade.

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A Unicamp lidera duas contribuições brasileiras cruciais: um sistema que purifica o argônio líquido e o X-Arapuca, dispositivo que amplia a captura dessa luz fraquíssima. Sem argônio limpo e sensores eficientes, o sinal se perde no escuro.

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O experimento também enviará um feixe de neutrinos por cerca de 1.300 km, do Fermilab, em Illinois, aos detectores subterrâneos. Comparar o que sai e o que chega pode revelar como essas partículas mudam durante a viagem.

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Mais de 200 instituições, de 35 países, participam do DUNE. O investimento é de cerca de R$ 20 bilhões, com R$ 200 milhões do Brasil — um exemplo de como colaboração internacional e ciência pública sustentada ampliam o conhecimento coletivo.

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Se neutrinos e antineutrinos se comportam de formas diferentes, isso pode ajudar a explicar por que o Universo tem tanta matéria e tão pouca antimatéria. Às vezes, para entender o cosmos inteiro, é preciso descer fundo na Terra.

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