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Do pós-Guerra Fria à invasão da Ucrânia: uma história de alertas ignorados — e do desafio de cooperar num mundo mais perigoso. 🌍

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Em 1997, um dos arquitetos da estratégia americana na Guerra Fria fez um alerta que quase ninguém quis ouvir: expandir a OTAN seria um “erro fatídico”. Décadas depois, a Europa vive uma guerra devastadora — e a pergunta volta a ecoar. 🌍🧵

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O autor do aviso era George F. Kennan. Ele havia defendido, em 1947, a contenção da União Soviética. Mas, com o fim do regime soviético, via uma chance histórica: construir uma ordem comum, em vez de tratar a Rússia pós-URSS como inimiga permanente.

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Quando Polônia, Hungria e República Tcheca entraram na OTAN, Kennan previu que Moscou reagiria mal. Para ele, a disputa da Guerra Fria era contra o regime comunista — não contra os povos que ajudaram a derrubá-lo numa revolução sem sangue.

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O alerta não absolve o Kremlin. A invasão da Ucrânia foi uma decisão russa, com um custo humano brutal. Mas ajuda a enxergar como decisões de segurança, tomadas sem diálogo suficiente, podem alimentar espirais de medo, militarização e confronto.

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A entrada da Ucrânia na OTAN voltou ao centro do debate em 2008 e, com mais força, em 2020-21. Moscou dizia considerar essa possibilidade uma linha vermelha. A diplomacia falhou em criar uma arquitetura de segurança que protegesse todos sem sacrificar a soberania ucraniana.

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A guerra também expôs o limite da força. A ofensiva inicial russa atolou; a Europa se reorganizou; a Finlândia entrou na OTAN. Enquanto isso, cidades foram destruídas, famílias deslocadas e recursos que poderiam enfrentar a crise climática foram consumidos pela guerra.

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A lição não é simples nem confortável: paz duradoura exige defender fronteiras e direitos, mas também canais reais de negociação. Num planeta pressionado por clima extremo, IA e arsenais crescentes, a cooperação deixou de ser idealismo — virou necessidade coletiva.

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