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Resumo em 10 segundos

A 325 metros de altura, instrumentos no coração da floresta preservada revelam uma mudança rápida: menos chuva, mais calor e solo mais seco. 🌳🌡️

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A 150 km de Manaus, uma torre de 325 metros está ouvindo a Amazônia mudar. 🌳📡 Em apenas dois meses de El Niño ativo, sensores já registram menos chuva, ar mais seco e calor acima do normal na floresta primária. 🧵

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O lugar é o ATTO, Observatório da Torre Alta da Amazônia, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. Ali, instrumentos acompanham continuamente o pulso da floresta — do ar ao solo.

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Em julho, choveu só 21 mm na área monitorada. A média histórica para o mês é 92 mm: uma queda de 73%. Em agosto, a chuva continuou em 21 mm. Em setembro, até a medição, foram apenas 2 mm.

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Enquanto a água rareava, o termômetro subia. A temperatura ficou 1,7°C acima da média em julho, 2,1°C em agosto e alcançou anomalia de 2,4°C em meados de setembro — comparada aos últimos 14 anos.

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O ar também perdeu umidade: a queda foi de 10,3% em agosto e 14,6% em setembro, quando a umidade relativa ficou abaixo de 65%. No chão da floresta, o solo está mais quente e a camada superficial, mais seca.

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Para os cientistas do INPA, não é apenas uma coleção de números. Menos chuva + mais calor pode alterar como a floresta respira, armazena carbono e sustenta sua biodiversidade — inclusive em uma área preservada.

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O alerta é sobre a aproximação de um possível “ponto de inflexão”: um limiar a partir do qual a floresta pode entrar em outro regime de funcionamento. Monitorar cedo é a chance de entender e evitar danos maiores.

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A torre não prevê o futuro sozinha, mas torna visível o que antes passaria despercebido. Cada milímetro de chuva, grau extra e porcentagem de umidade ajuda a decifrar um sistema essencial para o clima do planeta.

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