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Resumo em 10 segundos

💊 Uma gestora de private equity quer reunir centros independentes e capturar uma oportunidade que o Brasil ainda explora pouco: os testes clínicos.

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A Axxon decidiu abrir uma nova frente antes de captar seu 4Âș fundo: montar um club deal para consolidar centros de pesquisa clĂ­nica no Brasil. 💊📈 A meta Ă© criar uma plataforma que atenda grandes farmacĂȘuticas — e mudar a escala desse mercado. đŸ§”

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A história começa num gargalo. Por anos, iniciar um estudo clínico no Brasil podia levar cerca de 12 meses. Em outros países, o processo costumava durar de 30 a 60 dias. Para quem desenvolve medicamentos, tempo é uma variåvel de negócio decisiva.

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Em outubro de 2025, uma atualização regulatória mudou o roteiro: prazos måximos de 30 dias para aprovaçÔes regulatórias, até 90 dias para anålise da Anvisa e 15 dias para estudos de interesse do SUS.

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Foi aĂ­ que a Axxon viu a oportunidade. A gestora, liderada por Pedro Cervatti na tese, vinha estudando o setor havia dois anos. Agora jĂĄ reuniu parte dos investidores e negocia com os primeiros centros independentes.

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O plano Ă© reunir cerca de 10 clĂ­nicas em cinco anos e alcançar R$ 200 milhĂ”es em receita. Os centros recrutam voluntĂĄrios, conduzem testes e entregam dados que ajudam farmacĂȘuticas a comprovar segurança e eficĂĄcia de novos remĂ©dios.

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A lógica financeira encontra uma vantagem brasileira: diversidade étnica e racial, relevante para estudos mais representativos. Hoje, porém, o país participa de menos de 2% da pesquisa clínica mundial, embora esteja entre os 20 maiores mercados.

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Se a consolidação vier com qualidade, Ă©tica e proteção rigorosa aos participantes, o ganho pode ir alĂ©m do retorno aos investidores: mais capacidade cientĂ­fica, empregos especializados e acesso mais cedo a tecnologias de saĂșde. O Brasil tem mercado — falta transformar potencial em escala.

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