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Resumo em 10 segundos

Opções do ETF EWZ saltaram 86% em menos de duas semanas. O mercado estrangeiro está olhando para ações brasileiras e para as eleições. 📈🇧🇷

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Uma aposta em ações brasileiras feita em Nova York cresceu 86% em menos de duas semanas. 📈🧵 As opções de compra do EWZ atingiram 5,2 milhões de contratos, o maior nível desde 2007. E isso pode respingar na Bolsa, no dólar e nos juros por aqui.

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O EWZ é, na prática, uma porta de entrada para o Brasil em Wall Street. Negociado em dólares, o ETF reúne gigantes como Vale, Petrobras e Itaú — empresas que também têm peso relevante na B3 e no Ibovespa.

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Primeiro, as cotas do EWZ já subiram cerca de 15% em três semanas, chegando ao maior nível desde maio. Mas o sinal mais barulhento não veio da compra do fundo: veio das “calls”, as opções de compra.

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Uma call dá o direito de comprar o ETF por um preço fixado até uma data. É uma forma de apostar na alta usando menos dinheiro no início — com perda limitada ao prêmio pago se o cenário não acontecer.

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Duas posições concentram cerca de 1,4 milhão de contratos: preços de exercício de US$ 43 e US$ 45, com vencimento em 20 de novembro. Com o EWZ entre US$ 38 e US$ 39, o mercado está mirando uma alta de 10% a 18%.

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O detalhe decisivo: os vencimentos de novembro e dezembro atravessam os dois turnos da eleição presidencial. Investidores estrangeiros parecem estar comprando exposição a um possível cenário de maior previsibilidade para ativos brasileiros.

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Isso não garante alta — opções também podem ser proteção e o mercado erra bastante. Mas, se a aposta virar compra efetiva de ativos, cresce a demanda por ações locais. A lição é simples: decisões tomadas em Nova York podem chegar rapidamente à sua carteira no Brasil.

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