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Sedimentos do rio Amazonas e rejeitos minerais viraram uma argamassa que pode reduzir custos e emissões na construção. 🌿🏗️

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Uma argamassa feita com sedimentos do rio Amazonas promete um salto enorme na construção: 1 tonelada do material pode fazer o trabalho de 20 toneladas das opções convencionais. E o custo pode cair pela metade. 🏗️🌿 🧵

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A ideia veio do engenheiro Michael Carvalho, do Amapá. Ele olhou para um problema bem local — sedimentos e rejeitos minerais acumulados — e enxergou matéria-prima para baratear obras no Norte.

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Faz sentido: o Amazonas carrega uma quantidade gigantesca de sedimentos. A reposição natural anual, segundo o projeto, equivale a 1,2 bilhão de toneladas. O desafio é usar isso sem criar novos impactos ambientais.

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A fórmula também incorpora rejeitos da mineração. Ou seja: tenta transformar dois passivos ambientais em produto. Na prática, isso pode ajudar a reduzir desperdício, frete e o chamado “custo Amazônia” nas obras.

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A mistura inicial tinha 12 componentes. Com apoio da Unidade Embrapii Senai Cimatec, foram criadas 29 formulações e a receita foi ajustada para 9 itens, passando por testes mecânicos, térmicos, absorção de água e decomposição.

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Nos testes, a argamassa apresentou emissões de CO₂ bem menores que alternativas tradicionais. Se ganhar escala com controle técnico e manejo responsável, pode unir construção mais acessível, inovação regional e menos impacto climático.

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