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Resumo em 10 segundos

Com aeroportos, aviões e passageiros em expansão, a Índia entra numa nova fase: crescer sem deixar as emissões fora do radar. ✈️🌍

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A Índia virou o 3º maior mercado aéreo do mundo em passageiros que partem do país — e seu céu está prestes a ficar ainda mais cheio. ✈️🌍 Mas o crescimento traz uma conta climática bilionária. 🧵

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Em 2024, companhias indianas transportaram mais de 170 milhões de pessoas, 10,9% acima do nível pré-pandemia. A frota atual tem cerca de 800 aviões, mas há pedidos de aproximadamente 1.000 novas aeronaves para os próximos 10 a 15 anos.

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A infraestrutura acompanha a corrida: os aeroportos passaram de 74, em 2014, para 157, em 2024. O plano é chegar a 350 ou 400 até 2047. Mais conexão regional pode democratizar viagens — desde que o impacto ambiental entre no planejamento.

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A partir de 2027, a Índia terá de cumprir o CORSIA, mecanismo internacional que exige compensação de parte das emissões de voos internacionais. A projeção: obrigações de 2,6 milhões de toneladas de CO₂ em 2027 e 4,6 milhões em 2035.

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No cenário de oferta suficiente de créditos elegíveis, o custo anual para as aéreas pode subir de US$ 53,6 milhões para US$ 124,9 milhões. No total, seriam US$ 781 milhões até 2035 — ou até US$ 2,6 bilhões se os créditos forem escassos.

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Há uma reviravolta: o CORSIA cobre voos internacionais, mas o maior foco de emissões está dentro do país. Em 2023, voos domésticos responderam por 84,2% das partidas e 52,4% das emissões da aviação que saía da Índia.

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Combustíveis elegíveis pelo CORSIA devem aliviar só parte da pressão: a redução projetada vai de 0,06 milhão para 0,74 milhão de toneladas de CO₂ entre 2027 e 2035. O desafio real é fazer conectividade aérea e política climática voarem na mesma direção.

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