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Resumo em 10 segundos

A corrida pela IA parecia imparável na bolsa chinesa. Então vieram as dúvidas sobre demanda, avaliações e restrições internacionais. 🤖📉

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A euforia da IA na China virou uma queda de tirar o fôlego: empresas de inteligência artificial e semicondutores perderam US$ 480 bilhões em valor de mercado em menos de quatro meses. 🤖📉 🧵

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Até pouco tempo, a narrativa era de ascensão: robôs, chips, centros de dados e modelos de IA pareciam o próximo grande motor da economia chinesa. O capital correu para esse futuro — e elevou os preços a níveis difíceis de sustentar.

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O termômetro da virada foi o STAR50, índice focado em inovação: ele caiu 40% no período e interrompeu dois anos de valorização. O CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuou cerca de 20% desde o pico de junho.

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Não houve um único estopim. Investidores passaram a questionar se a demanda por IA acompanhará a promessa, enquanto ações já estavam muito caras. Somaram-se impostos e o risco de novas restrições ao uso de tecnologia chinesa em data centers.

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A exposição era enorme: segundo o Goldman Sachs, ações ligadas à IA chegaram a representar 42% do valor de mercado e 57% do volume negociado na China continental e em Hong Kong. Quando esse grupo cai, o impacto se espalha.

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O contraste ajuda a entender o alerta: mesmo após o tombo, o STAR50 negociava perto de 100 vezes os lucros dos últimos 12 meses. O Nasdaq 100, nos EUA, girava em torno de 30 vezes. Expectativa demais costuma cobrar um preço alto.

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No meio dos gráficos, há pessoas: investidores como Chen Wensheng apostaram em empresas como a Unitree, apoiadas por fundos ligados ao Estado, e agora acumulam perdas. A queda também pode dificultar IPOs e o financiamento de inovação real.

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A lição não é que a IA acabou — chips, robôs e software continuam estratégicos. É que tecnologia promissora não elimina o risco de concentração, especulação e disputas comerciais. O futuro da IA depende de inovação, mas também de bases econômicas sólidas.

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