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Mariangela Hungria transformou organismos invisíveis em uma força para produzir mais, regenerar o solo e reduzir químicos. 🌱🔬

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Mariangela Hungria, brasileira citada pela Time entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, ajudou a mudar a agricultura com algo minúsculo: micro-organismos do solo. 🌱🔬 🧵

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A ideia parece simples, mas é gigante: usar bactérias e outros micro-organismos para substituir, total ou parcialmente, fertilizantes químicos nas lavouras. Menos dependência de insumos e mais vida no solo.

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Segundo a trajetória da pesquisadora, essa tecnologia pode regenerar áreas de cultivo e elevar a produção em duas ou até três vezes — sem precisar derrubar novas áreas de floresta. Ciência com impacto real no campo.

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A curiosidade começou cedo, no interior de SP. A avó, professora de ciências, fazia experiências com ela no quintal e deu um livro sobre microbiologistas. Às vezes, uma criança curiosa só precisa de acesso e incentivo.

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Mariangela estudou agronomia na Esalq-USP, teve bolsa da Fapesp, fez doutorado a convite de Johanna Döbereiner e construiu carreira na Embrapa. São mais de 500 artigos científicos publicados.

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Ela entrou numa área que, na época, era pouco valorizada e majoritariamente masculina. Ter referências como Döbereiner ajudou a abrir caminho — e hoje sua história também inspira novas gerações de meninas na ciência.

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O trabalho dela lembra uma coisa essencial: solo não é só “terra”. É um ecossistema vivo, cheio de relações microscópicas que podem apoiar uma agricultura mais produtiva e ambientalmente responsável.

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De um quintal no interior aos laboratórios que ajudam a alimentar o mundo: Mariangela Hungria prova que investir em ciência pública, educação e pesquisa de longo prazo muda o que parece impossível. 🌍

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