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🩺 Mariângela Simão assume mandato na ONU mirando dois riscos que já custaram vidas: pandemias sem equidade e desinformação.

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Uma brasileira acaba de assumir uma missão que pode definir a resposta à próxima pandemia: garantir que saúde não seja privilégio de quem pode pagar. 🩺🌍 Mariângela Simão é a nova relatora da ONU para o direito à saúde — e já tem dois alvos: pandemias e desinformação. 🧵

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A história começa antes do próximo vírus surgir. Com experiência na luta contra HIV/Aids e Covid-19, Simão assume um mandato de três anos defendendo uma ideia simples, mas ainda distante da realidade: tecnologias de saúde precisam chegar a todos, em todos os países.

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O nó da questão está no acesso a patógenos e no compartilhamento de benefícios. Países querem receber rapidamente informações sobre novos vírus, mas a divisão de vacinas, diagnósticos e tratamentos segue sendo uma negociação dura — especialmente quando tecnologias ficam concentradas.

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Em junho de 2027, a relatora pretende levar ao Conselho de Direitos Humanos um relatório sobre esse anexo do Acordo sobre Pandemias. Sem regras definidas antes da crise, o mundo corre o risco de repetir a desigualdade vista na distribuição de vacinas contra a Covid-19.

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A meta do anexo é direta: produtos de interesse global devem estar disponíveis imediatamente para quem precisa, independentemente do país onde vive. A frase que ecoa nas negociações resume o impasse: “inovação sem acesso não é inovação, é injustiça”.

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O segundo grande capítulo do mandato será a desinformação. Ela não fica só nas redes: pode enfraquecer campanhas de vacinação, confundir decisões de saúde e colocar em risco direitos conquistados. A resposta, segundo Simão, passa por políticas públicas e evidências científicas.

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A próxima pandemia talvez não avise quando chegar. Mas as regras para enfrentá-la podem — e precisam — ser construídas agora. Quando vacinas e tratamentos dependem do CEP ou da renda, a emergência sanitária deixa de ser só médica: vira uma questão de justiça.

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