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Uma carta do Board of Peace coloca no centro do debate quem administrará Gaza — e sob quais garantias de segurança e dignidade. 🕊️

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Uma carta enviada a Israel pede entrada imediata de tecnocratas palestinos e de uma força internacional de estabilização em Gaza. O recado do Board of Peace mexe com uma pergunta decisiva: quem vai reconstruir o cotidiano após a guerra? 🕊️🧵

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Segundo o Haaretz, Nickolay Mladenov, alto representante do Board of Peace para Gaza, escreveu ao coordenador israelense responsável pelos territórios palestinos. A cobrança é para que Israel permita a implementação de medidas previstas no plano de Donald Trump.

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No papel, a proposta parece burocrática: um comitê tecnocrático palestino para administrar serviços. Na prática, envolve hospitais, água, escolas, distribuição de alimentos e uma população que precisa de instituições capazes de funcionar todos os dias.

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A força internacional de estabilização seria o outro pilar. A ideia é criar condições de segurança para essa transição — um ponto especialmente sensível numa região em que qualquer vazio de poder pode ampliar o sofrimento de civis.

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Mladenov também alertou que a extorsão de comerciantes pelo Hamas tende a continuar enquanto o grupo mantiver o controle de Gaza. O diagnóstico expõe como a economia local fica espremida entre guerra, restrições e grupos armados.

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O desafio não é só fazer tropas ou especialistas entrarem em Gaza. É garantir que a reconstrução tenha legitimidade palestina, proteção à população civil e acesso real a serviços — sem transformar a ajuda em mais uma disputa de poder.

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A carta não resolve o impasse, mas torna a escolha mais visível: Gaza pode seguir presa à emergência permanente ou ganhar espaço para uma administração civil com apoio internacional. Para milhões de pessoas, essa diferença começa no básico: viver com segurança e dignidade.

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