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🗳️ Eleitor poderá levar os números anotados para votar, mas não usar celular ou outros dispositivos na cabine. A regra protege o voto, mas expõe um desafio maior: informação acessível antes da urna.

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🗳️ Nas Eleições 2026, será permitido consultar a famosa “colinha” com os números dos candidatos na hora de votar. Celular, porém, continua proibido na cabine. Parece detalhe — mas a regra fala de segurança, sigilo e acesso à informação. 🧵

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A orientação divulgada pelo TRE-RS é simples: leve os números anotados em papel. A cola ajuda a evitar erro na digitação e torna a votação mais rápida, especialmente quando há vários cargos e sequências longas de números.

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Por que barrar o celular? Porque o voto é secreto. Um aparelho na cabine pode permitir registro da tela, pressão de terceiros ou tentativa de comprovar em quem alguém votou — abrindo espaço para coerção e compra de votos.

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A proibição não é sobre desconfiança do eleitor: é uma proteção contra quem tenta controlar o eleitor. Sigilo não é um luxo técnico; é condição para que trabalhadores, mulheres e grupos vulneráveis votem sem medo de retaliação.

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Mas há uma questão prática: exigir que todos anotem números pressupõe acesso prévio a informação clara. Justiça Eleitoral, partidos e candidatos precisam comunicar propostas e candidaturas de modo acessível — inclusive para idosos e pessoas com deficiência.

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A “colinha” também reduz o risco de voto por engano, mas não resolve o problema central: escolher bem depende de tempo, educação política, transparência e campanhas menos dominadas por dinheiro, desinformação e grandes estruturas de poder.

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Em 2026, o papel entra na cabine; o celular fica de fora. A regra protege o momento do voto. O desafio democrático é garantir que, antes dele, cada pessoa tenha informação suficiente para decidir com autonomia — e não sob pressão.

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