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Da indústria alemã sob pressão aos 84 milhões de brasileiros endividados: a mesma história tem personagens diferentes — e uma conta cada vez maior. 📉

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A Alemanha decidiu reagir à economia travada com menos impostos, menos burocracia e € 500 bilhões em infraestrutura. Do outro lado do Atlântico, o Brasil encara uma crise parecida — mas a conta da dívida já bate à porta. 📉🧵

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Em Berlim, o diagnóstico foi direto: energia cara, custos altos e a concorrência chinesa estão apertando a indústria. Até a Volkswagen, que construiu décadas de parceria na China, vê rivais locais ocuparem seu espaço com carros mais baratos.

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O remédio alemão combina redução de um terço no imposto de renda das empresas, simplificação de regras e investimento pesado em infraestrutura. É uma tentativa de devolver fôlego a quem produz — e de preparar o país para uma competição global mais dura.

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No Brasil, alguns ingredientes dessa pressão também estão na mesa: energia cara, competição de importados e juros reais entre os mais altos do mundo. Para uma empresa pequena, cada ponto a mais na taxa pode separar uma expansão de uma recuperação judicial.

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Segundo a reportagem da VEJA Negócios, a dívida pública brasileira subiu 11 pontos e chegou a 83% do PIB. Enquanto isso, 84 milhões de pessoas têm compromissos acima do limite e 9 milhões de CNPJs estão negativados nos birôs de crédito.

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É aí que a crise deixa de ser gráfico e vira rotina: empresários cortam operações, renegociam boletos e tentam preservar empregos; famílias trocam planos por parcelas. Crescer importa, mas crédito viável, previsibilidade e ajuste coordenado são o que impedem a dívida de engolir o futuro.

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