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Resumo em 10 segundos

💰 Tarcísio já declarou 88% do limite de gastos; Haddad, 46%. Os números mostram como dinheiro, comunicação e fiscalização moldam uma eleição. 🧵

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💰 Na disputa pelo governo de São Paulo, a campanha também corre contra um relógio — e um teto de gastos. Tarcísio de Freitas já declarou R$ 23,7 milhões, 88% do limite do 1º turno. Fernando Haddad informou R$ 12,3 milhões, 46%. 🧵

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O teto definido pela Justiça Eleitoral é de R$ 26,68 milhões no 1º turno. Se houver 2º turno, cada candidatura poderá usar mais R$ 13,34 milhões. A diferença, portanto, não é só de volume: é de ritmo e margem para os dias decisivos.

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Tarcísio distribuiu os R$ 23,7 milhões declarados entre 53 empresas e pessoas físicas. A maior despesa foi com a PLTK Comunicação Estratégica: R$ 4,5 milhões em dois contratos, quase 20% de todo o gasto informado até agora.

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A PLTK foi aberta em 2023 e reúne profissionais de comunicação política. Um dos fundadores, Pablo Nobel, trabalhou na campanha de Javier Milei, na Argentina, e também atuou na eleição de Tarcísio em 2022.

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Do outro lado, a campanha de Haddad tem no diretório nacional do PT sua principal fonte: 94,58% dos recursos recebidos, segundo o DivulgaCand, plataforma do TSE. Reportagens apontaram ainda redução de verbas partidárias para a candidatura.

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Apesar das estratégias financeiras distintas, há um ponto em comum: comunicação domina as despesas. TV, rádio, internet e marketing eleitoral viraram o centro da batalha por atenção — uma dinâmica que torna a transparência sobre fornecedores e recursos ainda mais essencial.

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Os dados são parciais e as contas do 1º turno devem ser entregues entre 5 de outubro e 3 de novembro. Candidatos eleitos que seguirem omissos não podem ser diplomados até regularizarem a situação. Fiscalização não é detalhe: é parte da democracia.

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No fim, cada real de campanha ajuda a explicar quem consegue ocupar mais espaço no debate público. Limites de gastos e prestação de contas não eliminam desigualdades de poder, mas dão à sociedade uma ferramenta concreta para enxergar — e cobrar — a disputa.

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