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Da China aos EUA, a eletricidade redesenha a indústria global. O desafio agora é levar essa transição às fábricas mais difíceis de descarbonizar. ⚡🏭

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A indústria mundial está trocando combustíveis por eletricidade — mas a corrida tem um líder claro: a China já eletrificou 37% de seu consumo industrial final. Índia, EUA e União Europeia ainda seguem atrás. ⚡🏭🧵

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A história começou a ganhar escala nos anos 2000. Nos países analisados do G20, o consumo de eletricidade pela indústria mais que dobrou: saiu de 0,4 Gtep em 2000 e chegou a 0,8 Gtep em 2025, segundo a Enerdata.

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No conjunto da matriz energética industrial, a participação da eletricidade subiu de 25% para 30%. Parece pouco, mas são 5 pontos percentuais em um setor gigante, historicamente movido a carvão, gás e derivados de petróleo.

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A China ilustra a virada: em 2000, o carvão atendia 60% da demanda energética de sua indústria. Em 2025, caiu para 30%. No mesmo período, a eletricidade saltou de 19% para 37% — e o gás também ganhou espaço.

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Em outros lugares, o roteiro é menos acelerado. A União Europeia chegou a 34% de eletrificação industrial; os EUA ficaram em 30%, praticamente estáveis; e a Índia está em 15%. Não é só vontade política: estrutura produtiva e preço da energia pesam muito.

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Nem toda fábrica pode simplesmente “ligar na tomada”. Processos de calor muito alto, comuns em setores como cimento, aço e química, ainda enfrentam limites tecnológicos e custos elevados para substituir combustíveis fósseis.

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A saída depende de uma combinação pouco glamourosa, mas decisiva: redes elétricas robustas, eletricidade limpa e acessível, equipamentos maduros, financiamento e regras previsíveis. Sem isso, a transição pode ficar restrita às empresas e regiões com mais capital.

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Eletrificar a indústria não é apenas reduzir emissões: é disputar competitividade e segurança energética. A pergunta que fica é quem conseguirá transformar uma tomada em vantagem econômica — sem deixar trabalhadores e territórios para trás.

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