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Resumo em 10 segundos

⚡ Data centers de IA precisam de energia contínua e refrigeração pesada. É nesse gargalo que a WEG encontrou uma avenida de crescimento nos EUA.

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A corrida por inteligência artificial nos EUA abriu espaço para uma empresa catarinense: a WEG. ⚡ No 3º trimestre, 62,5% da receita da companhia veio do exterior — recorde. E a América do Norte virou o grande motor dessa expansão. 🧵

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O número ajuda a dimensionar a mudança: a receita da WEG na América do Norte cresceu 31% em dólares versus o mesmo período do ano anterior, para US$ 723 milhões. A região já representa 55% das vendas internacionais da empresa.

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Mas o que motores e geradores têm a ver com IA? Tudo. Modelos de IA rodam em milhares de servidores instalados em data centers — prédios que processam e armazenam dados 24 horas por dia, todos os dias.

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Esses servidores consomem muita eletricidade e produzem muito calor. Se a energia cai, serviços digitais podem parar. Se a refrigeração falha, equipamentos podem superaquecer. A WEG atua justamente nesses dois pontos críticos.

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A empresa fornece geradores de reserva, acionados em falhas da rede, e motores elétricos para ventilação e refrigeração. Não é a IA “visível” ao usuário, mas é a infraestrutura física sem a qual chatbots e nuvem não funcionam.

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A demanda motivou US$ 165 milhões em investimentos na América do Norte: expansão de fábrica no México e duas novas instalações. A meta é elevar a produção global de geradores de 10 para 50 equipamentos por dia até 2030.

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O próximo gargalo é ainda maior: energia. Os gastos dos EUA com construção de data centers foram de US$ 20 bilhões em 2023 para quase US$ 50 bilhões em 2025. Sem redes elétricas mais robustas, a expansão da IA encontra um limite físico.

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A lição é simples: a corrida da IA não acontece só nos chips e softwares. Ela depende de indústria, transmissão elétrica e eficiência energética. Quem resolve esses bastidores ganha relevância — e a WEG está bem posicionada nessa disputa.

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