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Guerra, dívida, IA e inflação dominaram as reuniões em Bangkok. Mas o clima segue no centro da conta — mesmo quando não é citado. 🌍

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Guerra no Irã, dívida crescente e inteligência artificial dominaram as reuniões do FMI e do Banco Mundial em Bangkok. Mas há um fator que atravessa toda a agenda econômica: a crise climática. 🌍🧵

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A guerra elevou os preços dos combustíveis e pressionou a inflação. Ao mesmo tempo, o FMI alerta que a dívida pública de muitos países chegou a níveis insustentáveis — especialmente onde o custo de empréstimos é maior.

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O PNUD descreve uma “tripla crise”: juros altos, choque nos preços de energia e eventos extremos ligados ao El Niño. Secas, enchentes e ondas de calor não são só tragédias ambientais: ampliam gastos públicos e endividamento.

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A resposta mais comum tem sido segurar o preço na bomba: subsídios ou redução de impostos sobre combustíveis. Uma pesquisa citada pelo PNUD identificou 95 países com esse tipo de política.

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O custo é enorme: os subsídios explícitos aos combustíveis podem superar US$ 1 trilhão no mundo neste ano, segundo o PNUD. Eles aliviam famílias no curto prazo, mas drenam recursos que poderiam reforçar proteção social e infraestrutura.

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Há um contraste importante: onde energia limpa foi instalada em escala, ela ajudou a amortecer a crise de preços. Fontes como solar e eólica reduzem a dependência de combustíveis importados e voláteis.

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A IA também sustenta parte do crescimento, mas seus ganhos se concentram em poucas economias. Para países vulneráveis, o desafio é financiar transição energética e adaptação sem agravar uma dívida já pressionada pelo clima.

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A conta climática já está embutida na economia global: aparece na inflação, na dívida e no orçamento público. A questão não é mais se ela entrará na agenda financeira — mas quem terá recursos para responder a ela.

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