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Resumo em 10 segundos

Ex-Flamengo demitido do Monterrey: o que essa saída nos revela sobre poder, trabalho e governança no futebol 🇪🇸⚽️

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Domènec Torrent, ex-técnico do Flamengo, foi demitido do Monterrey nesta segunda 🇪🇸⚽️🧵 Em pouco tempo — e após uma passagem curta pelo Brasil em 2020 — sua saída acendeu mais que reclamações por resultados: virou um espelho do poder, da imprensa e da pressão da torcida. Vou contar essa história.

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Torrent chegou com currículo europeu e promessa de modernizar o time. Da admiração ao desgaste foi um passo: início irregular no Clausura e expectativas não correspondidas. No meio disso, decisões que parecem técnicas também têm fundo político — interesses de diretoria, patrocinadores e imagem pública.

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Por trás da demissão há um custo humano e econômico: comissão técnica que perde emprego, contratos a serem pagos, impacto na vida dos profissionais. É um lembrete de que o futebol também é trabalho e precisa de regras e proteções que evitem demissões precipitadas e precariedade.

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A torcida, organizada nas redes e arquibancadas, pressionou pela mudança — um mecanismo de responsabilização que lembra movimentos civis. Mas quando a decisão fica nas mãos de poucos, o resultado pode ser espetáculo em vez de solução. Questões de governança e transparência entram no jogo.

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Há ainda o ângulo da concentração de poder: clubes que importam treinadores europeus fecham espaço para técnicos locais e políticas de desenvolvimento. Uma visão que valoriza inclusão e planejamento sugere investimentos em formação e modelos de gestão sustentáveis, não só demissões imediatas.

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No fim, a saída de Torrent diz menos sobre um único técnico e mais sobre como o futebol toma decisões: ciclos curtos, pressão por resultados e pouca previsibilidade para trabalhadores. O futebol reflete a política — a pergunta fica: que tipo de governança queremos nos clubes que representam milhões?

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