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🌊 A futura Secretaria do tratado de biodiversidade em alto-mar pode fortalecer a proteção dos oceanos — e dar mais voz a países costeiros na gestão de seus recursos. 🧵

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🌊 Em janeiro de 2027, uma votação pode abrir um novo capítulo na governança dos oceanos: será definida a sede e a operação permanente da Secretaria do tratado de biodiversidade em alto-mar (BBNJ). A pergunta de fundo é enorme: quem decide o futuro dos recursos marinhos? 🧵

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O tema vai além da conservação. A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada — a chamada pesca IUU — afeta segurança alimentar, empregos costeiros, arrecadação pública e até a segurança de países com vastas áreas marítimas.

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Pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, países costeiros têm direitos sobre os recursos em suas Zonas Econômicas Exclusivas, que chegam a 200 milhas náuticas da costa. No papel, é uma proteção poderosa. Na prática, fiscalizar essa imensidão é um desafio gigantesco.

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É aí que surge a brecha: muitas nações ricas em peixes não dispõem de navios, tecnologia, dados e equipes suficientes para monitorar frotas estrangeiras. O resultado pode ser exploração predatória e menos benefício econômico para comunidades que dependem do mar.

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Mais barcos de patrulha e punições ajudam, mas não resolvem tudo. Combater a pesca IUU também exige rastreabilidade do pescado, cooperação diplomática, transparência sobre quem controla embarcações e regras que não deixem a pesca distante lucrar às custas da fragilidade alheia.

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A nova estrutura do BBNJ é uma oportunidade para transformar coordenação internacional em proteção real: oceanos mais saudáveis, cadeias de pesca mais justas e mais capacidade para países costeiros defenderem seus recursos. Governar o alto-mar melhor é investir no alimento e no clima do futuro.

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