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Resumo em 10 segundos

Países mais expostos à crise climática gastam quase 25 vezes mais com dívida do que com ação climática. O ciclo pode — e precisa — ser quebrado. 🌍💸

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Países na linha de frente da crise climática gastam quase 25 vezes mais pagando dívidas do que investindo em ações climáticas. 🌍💸 O alerta é da ActionAid: não é falta de necessidade nem de solução — é um sistema financeiro que precisa mudar. 🧵

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O estudo analisou 65 países altamente vulneráveis a enchentes, secas, calor extremo e fome. Em 93,5% deles, o sobre-endividamento já compromete a capacidade de investir em proteção, reconstrução e serviços essenciais.

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O mecanismo é cruel — e financeiro: um desastre atinge o país, o governo toma empréstimos para reconstruir, a dívida cresce e o orçamento para prevenção diminui. Quando chega o próximo evento extremo, a vulnerabilidade é ainda maior.

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Para gerar dólares e pagar credores, muitos governos sofrem pressão para ampliar a extração de combustíveis fósseis e a agricultura industrial. Isso pode elevar emissões e danos ambientais, alimentando justamente os riscos que exigirão novos gastos.

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Outro dado impressionante: cerca de 2/3 do que países ricos registram como “financiamento climático” chega como empréstimo — muitas vezes com juros comerciais. Ajuda climática que aumenta a dívida não entrega a segurança que as comunidades precisam.

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Há uma oportunidade concreta aqui: trocar empréstimos caros por doações, alívio e cancelamento de dívidas injustas, além de financiamento previsível para adaptação. Isso libera recursos para infraestrutura resiliente, saúde, alimentos e energia limpa.

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Combater a crise climática também é uma decisão orçamentária. Cada recurso liberado da dívida pode virar proteção contra enchentes, agricultura mais resistente, emprego na transição energética e mais segurança para quem já enfrenta os maiores impactos.

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O relatório da ActionAid deixa uma mensagem otimista e direta: esse ciclo não é inevitável. Reformar as regras do financiamento internacional pode transformar dívida em espaço fiscal para resiliência — e resiliência em futuro. 🌱

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