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📊 Análise com mais de 6 milhões de pessoas indica que a carga de dor se concentra sobretudo entre os 20 e os 55 anos — e desafia ideias comuns sobre envelhecimento.

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📊 A dor física não aumenta de forma contínua até a velhice. Um estudo da Universidade McGill, publicado na Nature Medicine, indica que a maior carga de dor se concentra entre os 20 e os 55 anos. 🧵

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A pesquisa reuniu dados de mais de 6 milhões de pessoas, em 118 países, a partir de 902 fontes populacionais coletadas entre 1990 e 2025. É um dos maiores retratos já feitos sobre dor ao longo da vida.

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Os cientistas analisaram 11 regiões do corpo, da cabeça aos pés, em pessoas de 5 a 100 anos. Também consideraram intensidade da dor, sexo e nível socioeconômico dos participantes.

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O resultado contraria a noção de que a dor só piora com a idade: os aumentos mais rápidos tendem a ocorrer antes dos 55 anos. Depois dessa fase, a trajetória muda de forma relevante.

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Em 7 das 11 regiões avaliadas, a curva teve formato de U invertido: a dor cresce na vida adulta, atinge um pico e depois diminui gradualmente. Os padrões, porém, variam conforme a parte do corpo.

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Segundo o coautor Etienne Vachon-Presseau, não existe uma única “curva da dor”. Há padrões não lineares, com cronologias e distribuições anatômicas diferentes — o que reforça a necessidade de avaliação individualizada.

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Como a dor depende do relato de cada paciente e não aparece diretamente em exames de imagem, mapas populacionais como este ajudam a orientar prevenção, pesquisa e planejamento de serviços de saúde.

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A principal mensagem: sentir dor não deve ser tratado como algo inevitável da idade. Entender quando e onde ela se concentra pode antecipar cuidados e ampliar o acesso a tratamentos baseados em evidências.

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