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Resumo em 10 segundos

Deepfakes, robôs em ligações e enxurrada de conteúdo sintético: a campanha israelense mostra como a IA pode mexer com a democracia. 🤖🗳️

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A eleição em Israel virou um laboratório bem real — e preocupante — de IA na política. 🤖🗳️ Partidos estão usando deepfakes, robôs em redes sociais e até vozes artificiais em telefonemas para mobilizar gente. E isso pode mudar o jogo perto das urnas. 🧵

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Um caso que explodiu: um vídeo de 19 segundos, publicado na conta de Benjamin Netanyahu no X, mostra o rival Gadi Eisenkot correndo para abraçar Mansour Abbas, líder árabe do Ra'am. Só que a cena foi gerada por IA.

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O vídeo não foi só uma brincadeira visual. Ele explorava tensões antiárabes na campanha e usava a imagem do filho de Eisenkot, morto em 2023 na guerra entre Israel e Hamas. Passou de 1 milhão de visualizações e causou indignação.

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Segundo o projeto Ze Be AI, da Universidade Aberta de Israel, o Likud já tinha publicado mais de 1.800 posts com conteúdo gerado por IA até meados de outubro. Isso seria cerca de 1 em cada 4 materiais analisados do partido.

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E não é só vídeo: a IA entrou em quase tudo. Tem ligação automatizada que se passa por pessoa real, bots para amplificar mensagens e conteúdo feito para provocar polêmica. A tecnologia reduz custo e escala uma campanha numa velocidade absurda.

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O ponto mais delicado é o timing. Uma falsificação convincente lançada horas antes da votação pode circular rápido demais para ser checada — e para uma resposta chegar ao mesmo público. Transparência, rotulagem e fiscalização viraram infraestrutura democrática.

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IA não cria a polarização do zero, mas pode turbinar preconceitos, boatos e ataques com uma eficiência inédita. A eleição israelense deixa um aviso útil para qualquer país: tecnologia eleitoral sem regras claras pode colocar a confiança pública em modo avião.

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