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🗳️ A votação de 27 de outubro ocorre após anos de conflito e sob questões que vão muito além de Netanyahu: Gaza, Cisjordânia, EUA e o futuro político israelense.

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🗳️ Israel vai às urnas em 27 de outubro após três anos de guerra e uma mudança profunda na política do país. A grande pergunta não é só se Netanyahu fica: é se o eleitorado aceitará rever a estratégia de segurança adotada desde 7 de outubro de 2023. 🧵

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O ataque do Hamas e as guerras seguintes redefiniram a sensação de ameaça em Israel. Isso fortaleceu discursos de segurança rígida e ampliou a resistência à criação de um Estado palestino — mesmo sem resolver o impasse de Gaza e da Cisjordânia.

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Uma troca de governo poderia alterar tom, prioridades e alianças. Mas há um limite importante: boa parte do espectro político israelense compartilha premissas de segurança consolidadas no pós-7 de outubro. Mudar líderes não significa, automaticamente, mudar a política.

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A eleição também expõe fraturas internas: reforma judicial, influência dos partidos ultraortodoxos, movimento de colonos e os direitos e a participação política dos cidadãos palestinos de Israel. São disputas domésticas com efeitos diretos sobre a democracia e a região.

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No plano externo, Gaza, Cisjordânia, Irã e Líbano seguem no centro dos cálculos israelenses. A relação com os EUA, historicamente estratégica, tornou-se mais complexa. Washington pode pressionar, mas sua influência tem limites diante da política interna israelense.

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O teste real das urnas será este: haverá espaço para uma estratégia que proteja civis israelenses e palestinos, respeite o direito internacional e reduza a escalada regional? Sem horizonte político, a promessa de “segurança” corre o risco de se tornar um ciclo permanente de conflito.

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