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Resumo em 10 segundos

🤖 A campanha digital do primeiro turno mostrou como a IA pode simular apoio popular e acelerar boatos em escala industrial. O que a apuração do Aos Fatos encontrou. 🧵

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A IA deixou de ser só ferramenta de campanha: ela passou a fabricar a própria plateia. 🤖🧵 Na cobertura do 1º turno de 2026, o Aos Fatos identificou uma fazenda com 255 perfis e “eleitores” artificiais declarando voto em falsas entrevistas no TikTok.

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O roteiro é simples — e perigoso: contas de origem duvidosa publicam em massa, vídeos sintéticos imitam pessoas comuns e a repetição cria uma sensação de apoio popular. Não é só um boato isolado: é a tentativa de produzir consenso sob demanda.

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A apuração também revelou conteúdos manipulados usados para alimentar reações políticas. Entre eles, um vídeo de Romário alterado por IA e supostos protestos de torcedores do Flamengo sustentados por imagens antigas, áudio editado e uma imagem artificial.

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Nesse ambiente, a tecnologia reduz o custo de enganar e aumenta a velocidade da distribuição. Para quem recebe o conteúdo no feed, a fronteira entre uma reação espontânea e uma peça fabricada fica cada vez mais difícil de enxergar.

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O caso das bets ilustra como narrativas enganosas ganham tração. Posts atribuíram a Lula a autorização das apostas online, mas a modalidade foi autorizada em 2018, no governo Temer; Bolsonaro não regulamentou no prazo, e Lula regulamentou o setor em 2023.

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Quando uma notícia sobre a Lei das Bets saiu temporariamente do site oficial por causa da legislação eleitoral, redes disseram que era uma tentativa de “esconder” fatos. Segundo o Aos Fatos, essa versão acumulou ao menos 200 mil interações no X e Instagram.

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A lição tecnológica do primeiro turno é direta: IA não precisa convencer todo mundo para causar dano — basta inundar o debate, confundir a origem das mensagens e deslocar políticas públicas reais para o fundo do feed. Transparência de plataformas e letramento digital viraram infraestrutura democrática.

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