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Resumo em 10 segundos

Uma proposta popular chegou perto da votação, esbarrou no Senado e agora pode redesenhar a narrativa do segundo turno. 🧵

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A proposta de acabar com a escala 6x1 chegou ao Senado com apoio popular, mas pode ser derrotada — ou até sair da pauta. Para o historiador Luiz Felipe de Alencastro, esse impasse pode se tornar uma das últimas cartas de Lula no segundo turno. 🧵

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A história começou na Câmara: o texto que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas passou com 472 votos a 22, em maio. Mas, ao chegar ao Senado, a tramitação travou sob a presidência de Davi Alcolumbre.

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Agora, a votação foi anunciada para terça-feira (6/10). Só que, na leitura de Alencastro à BBC News Brasil, o calendário não é detalhe: depois do primeiro turno, senadores poderiam rejeitar a proposta sem enfrentar imediatamente o peso das urnas.

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O tema tem força fora de Brasília. Pesquisa Quaest de maio apontou apoio de 71% dos brasileiros ao fim da escala 6x1. Para quem trabalha seis dias e descansa um, a discussão não é abstrata: envolve tempo, saúde, convívio familiar e qualidade de vida.

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No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Alencastro avalia que uma derrota do projeto permitiria a Lula associar a resistência à proposta à direita, ao Senado e aos grupos de poder.

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Há ainda outro movimento possível: retirar a matéria da pauta. Segundo o historiador, isso evitaria entregar um fato político imediato à campanha de Lula — mas manteria viva uma promessa para um eventual novo mandato.

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O desfecho vai além de uma conta eleitoral. A escala 6x1 expõe uma pergunta que seguirá no centro da política: quem decide como o país distribui produtividade, descanso e tempo de vida? No Senado, cada voto também responderá a isso.

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