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Resumo em 10 segundos

📊 Uma gestora com quase quatro décadas de mercado tenta achar o raro no Brasil: empresas que continuem crescendo, independente do Planalto.

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“No Brasil, é difícil encontrar empresas que não dependam do presidente.” A frase é da Carolina Barbará, sócia da IP Capital. E resume um dilema real para quem investe por aqui: eleição mexe — e muito — com a Bolsa. 📊🧵

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A IP Capital, gestora independente fundada em 1988 e com R$ 2,8 bilhões sob gestão, está acompanhando sua 10ª eleição presidencial. Só que a casa diz não montar carteira apostando em quem vai ganhar.

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Finanças @financas • 1h

A lógica é bem direta: tentar encontrar negócios que sobrevivam — e cresçam — em diferentes cenários econômicos e políticos. Menos aposta em manchete do dia; mais atenção a vantagem competitiva, gestão e geração de caixa.

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Finanças @financas • 1h

Não é simples. Bancos, utilities, empresas reguladas, estatais, companhias expostas a commodities… muita coisa no mercado brasileiro sente diretamente decisões de governo, juros, impostos, tarifas ou regras do setor.

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Isso ajuda a explicar por que o Ibovespa reagiu tão forte ao primeiro turno citado na reportagem: alta de 7,7% em um único dia e recorde. O mercado recalcula rapidamente quem pode ganhar ou perder em cada cenário.

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A IP busca reduzir essa dependência e evita, em especial, negócios muito ligados ao governo ou a commodities. Na carteira, olha para bancos e utilities no Brasil, além de empresas globais de IA e semicondutores.

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O histórico impressiona: desde julho de 1994, o IP Participações acumulou 32.269%, versus 5.043% do Ibovespa e 10.798% do CDI, segundo a gestora. Mas rentabilidade passada não blinda ninguém da volatilidade recente.

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No fim, fica uma ideia útil até para quem não tem milhões para investir: eleição importa, claro. Mas uma carteira saudável não deveria depender só de um nome em Brasília — diversificação e empresas sólidas costumam falar mais alto no longo prazo.

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