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Resumo em 10 segundos

Não é uma explosão rápida: é um “banquete” cósmico lentíssimo, repetido a cada 86,65 minutos. 🌌

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Uma estrela a cerca de 300 anos-luz da Terra foi pega devorando, aos poucos, sua companheira cósmica 😳🌌 O sistema ZTF J0440+2325 pode manter esse “banquete” por centenas de milhares — ou até bilhões — de anos. 🧵

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A dupla é formada por uma anã vermelha, uma estrela pequena e fria, e uma anã marrom — objeto grande demais para ser planeta, mas sem massa suficiente para virar uma estrela como o Sol.

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Elas orbitam uma à outra em só 86,65 minutos. É tão perto que a órbita inteira caberia dentro do diâmetro do Sol. Imagina dois mundos gigantes fazendo uma volta completa antes de acabar um filme.

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A anã vermelha tem cerca de 85 massas de Júpiter; a anã marrom, umas 25. A gravidade da estrela está puxando material da companheira, que literalmente transborda em direção a ela.

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Mas não é uma cena de “engoliu e acabou”. O material forma um fluxo direto até a superfície da estrela e cria um ponto quente. É uma transferência de matéria contínua, lenta e bem mais estranha que os modelos clássicos.

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O sinal apareceu no Zwicky Transient Facility, no Observatório Palomar, que monitora mudanças no brilho do céu. A curva de luz era triangular e se repetia — um padrão que não batia com supernovas nem com sistemas já conhecidos.

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Depois, observações com outros telescópios confirmaram a natureza da dupla. O estudo, liderado por pesquisadores do MIT e publicado na Nature Astronomy, ajuda a entender encontros extremos entre objetos de baixa massa.

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O mais bonito é pensar nisso: enquanto a gente mede o tempo em horas, esse sistema mede seu destino em bilhões de anos. O Universo não tem pressa — e ainda guarda jeitos bem criativos de reciclar matéria. ✨

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